Às vezes somos ingratos: Esquecemos de onde saímos, de onde Deus nos tirou.
Quando lavamos nossos pés sujos do lamaçal onde nos achávamos e descansamos sobre a Rocha, temos a tendência de ignorar a Água que nos purificou.
Saímos da Rocha de volta a luta cotidiana, esquecendo de que o solo é arenoso e de que nossa casa pode desabar. Não nos lembramos mais de que havia uma mão nos levantando sobre as pedras, limpando o caminho, separando os galhos de árvores para que passássemos.
Estas mãos são esquecidas assim que as feridas parecem saradas, as cicatrizes não doem mais...
É impressionante como Deus, o Senhor de Amor, é lembrado nos momentos de dor. A natureza humana é cega e corrompe o propósito de Deus para as nossas vidas.
Se somos filhos do Homem, que nos promete bençãos sem medidas, porquê não aceitamos recebê-las? Assim que podemos nos levantar, seguimos adiante com a certeza de que podemos caminhar sozinhos por nossos caminhos. Tornamos Deus um "Deus de auto-ajuda", limitado e conveniente a nossos propósitos.
Só que Deus não é somente Consolador. Ele é O El-Shadai, O Grande e Soberano, O Alpha e Ômega, O Início e Fim, A Luz e O Amor, O Criador e Consolador, O Bom Pastor, O Eterno, O Santo. Deus não cabe em nossas caixas. Ele não cabe em nossas mentes. E não aceita que seus poderes sejam ceifados a gosto humano.
Temos que voltar ao plano original do Pai. Fomos criados para adorá-lo como Ele é. Não podemos criar um deus próprio, segundo as nossas vontades. Deus não se cria, Deus não se transforma.
Voltemos a nossa face para o seu caminho, por mais estreito que venha a ser, pois o mesmo já nos alertou:
Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.
Isaías 55.6
Olhar para trás é uma atitude de saudosismo que pode nos levar ao pecado e a escravidão. Pode ser que então, de tão calejadas e feridas pelo peso que teve de carregar, as mãos que outrora quebraram correntes e grilhões, agora estejam fechadas.
-Institucional-
Visitante N°
terça-feira, 9 de setembro de 2008
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Deus é Bom!!!
Adoração & Adoradores
Senhor tu és bom tua misericórdia é pra sempre
Senhor tu és bom tua misericórdia é pra sempre
Todos os povos te exaltarão de geração em geração
Te adorarei
Aleluia Aleluia
Te adorarei por tudo o que és
Te adorarei
Aleluia Aleluia
Te adorarei por tudo o que és
Deus é bom…
Deus é bom o tempo todo
O tempo todo Deus é bom
>>>>>>GOD Is GoOD>>>>>>
Senhor tu és bom tua misericórdia é pra sempre
Senhor tu és bom tua misericórdia é pra sempre
Todos os povos te exaltarão de geração em geração
Te adorarei
Aleluia Aleluia
Te adorarei por tudo o que és
Te adorarei
Aleluia Aleluia
Te adorarei por tudo o que és
Deus é bom…
Deus é bom o tempo todo
O tempo todo Deus é bom
>>>>>>GOD Is GoOD>>>>>>
Espelhos de Deus
:::Espelhos de Deus:::
por Max LucadoG.R. Tweed olhou pelas águas de Pacífico para o navio americano no horizonte. Limpando o suor de selva dos seus olhos, o jovem oficial naval engoliu profundamente e tomou sua decisão. Esta poderia ser a única chance dele para fugir.
Tweed estava se escondendo na ilha de Guam durante três anos. Quando o exército japonês ocupou a ilha em 1941, ele se escondeu no denso matagal tropical. Sobreviver não havia sido fácil, mas ele preferiu o pântano a um campo de prisioneiros de guerra.
Tarde naquele dia, 10 de julho de 1944, ele percebeu o navio aliado. Ele correu para cima de uma colina e se posicionou em um precipício. De dentro da sua mochila, ele tirou um espelho de mão. Às 18:20 ele começou a enviar sinais em código Morse. Segurando a extremidade do espelho nos dedos, ele o inclinou de um lado para outro, refletindo os raios do sol em direção ao barco. Três sinais curtos. Três longos. Três curtos novamente. Ponto-ponto-ponto. Traço-traço- traço. Ponto-ponto-ponto. S-O-S.
O sinal chamou a atenção de um marinheiro a bordo do USS McCall. Uma equipe de resgate embarcou num bote motorizado e passou despercebido na angra além do alcance das armas do litoral. Tweed foi salvo.[1]
Ele estava feliz por ter aquele espelho; feliz porque soube usá-lo, e feliz porque o espelho cooperou. Suponha que não tivesse. (Prepare-se para um pensamento absurdo.) Suponha que o espelho tivesse resistido, empurrado sua própria agenda? Em lugar de refletir uma mensagem do sol, imagine se tivesse optado por enviar algo próprio? Afinal de contas, três anos de isolamento deixariam qualquer um faminto por atenção. Em lugar de enviar um S-O-S, o espelho poderia ter enviado um O-P-M "Olhe para mim."
Um espelho egoísta?
O único pensamento mais absurdo seria um espelho inseguro. E se eu estragar tudo? E, se eu envio um traço quando devo enviar um ponto? Além disso, você já viu as manchas na minha superfície? Duvidar de si mesmo poderia paralisar um espelho.
Da mesma forma seria auto-piedade. Enfiado naquela mochila, arrastado por selvas, e agora, de repente espera-se que eu enfrente o sol brilhante e execute um serviço crucial. De jeito nenhum. Fico no pacote. Não sai nenhuma reflexo de mim.
Ainda bem que o espelho de Tweed não teve uma mente própria.
E os espelhos de Deus? Infelizmente nós temos.
Nós somos os espelhos dele, sabe: ferramentas da heliografia celestial. Reduza a descrição de trabalho humano numa frase e é isto: refletir a glória de Deus. É como Paulo escreveu: “Portanto, todos nós temos o rosto descoberto e refletimos como um espelho a glória do Senhor. Nós somos transformados na sua própria imagem com uma glória cada vez maior. E esta é a obra do Senhor, que é o Espírito. (2 Cor 3:18 VFL)
Um leitor acabou de levantar uma sobrancelha. Espere um momento, você está pensando. Eu li aquela passagem antes, mais de uma vez. E soou diferente. Realmente, pode ter acontecido. Talvez seja porque você está acostumado a ler em uma outra tradução. “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (ARA, ênfase minha).
Uma tradução diz, “contemplando, como por espelho”, outra diz, “refletimos como um espelho”. Uma implica contemplação; a outra refração. Qual é certa?
De fato ambas. O verbo katoptrizo pode ser traduzido das duas maneiras. Há tradutores que tomam ambos os lados:“refletindo, como um espelho” (ARC)“contemplamos a glória do Senhor” (NVI com nota de rodapé indicando que pode ser também “refletimos”)“contemplamos como num espelho a glória do Senhor” (Bíblia de Jerusalém, com nota semelhante à NVI)“refletimos a glória que vem do Senhor” (NTLH)
Mas qual significado Paulo tinha em mente? No contexto da passagem, Paulo compara a experiência Cristã à experiência de Moisés no monte Sinai. Depois que o patriarca contemplou a glória de Deus, a face dele refletiu a glória de Deus. “os israelitas não podiam fixar os olhos na face de Moisés, por causa do resplendor do seu rosto” (v. 7 NVI).
A face de Moisés estava tão deslumbrante que “o povo de Israel não podia nem mais olhar para ele do que para o sol” (v. 7 Tradução em inglês A Mensagem).
Ao ver Deus, Moisés não podia fazer outra coisa senão refletir Deus. O brilho que ele viu foi o brilho no qual ele se tornou. Vendo levou a sendo. Sendo levou a refletindo. Talvez a resposta para a pergunta de tradução, então, é "sim."
Paulo quer dizer “vendo como em um espelho”? Sim. Paulo quer dizer “refletindo como um espelho”? Sim.
Será que o Espírito Santo intencionalmente selecionou um verbo que nos lembraria a fazer ambos? Contemplar Deus tão atentamente que nós não conseguimos fazer outra coisa senão refleti-lo?
O que significa ver seu rosto em um espelho? Um relance rápido? Um olhar casual? Não. Ver é estudar, fitar, contemplar. Ver a glória de Deus, então, não é nenhum olhar lateral ou relance ocasional; este ver é ponderar seriamente.
Não é isso que nós fizemos? Nós acampamos aos pés do monte Sinai e vimos a glória de Deus. Sabedoria inescrutável. Pureza sem mancha. Anos sem fim. Força destemida. Amor imensurável. Vislumbres da glória de Deus.
Enquanto vemos a glória dele, podemos ter a ousadia de orar que nós, como Moisés, possamos refleti-lo? Podemos ousar sonhar em ser espelhos nas mãos de Deus, o reflexo da luz de Deus? Esta é o chamado.
“Fazei tudo para a glória de Deus.” (1 Cor. 10:31).Tudo? Tudo.
Deixe sua mensagem refletir a glória dele. “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus.” (Mt. 5:16 NVI).
Deixe sua salvação refletir a glória de Deus. Tendo “nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa” (Efé. 1:13,14 ARA).
Deixe seu corpo refletir a glória de Deus. “Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.” (1 Cor. 6:20 ARA).
Suas lutas. “Tudo isso é para o bem de vocês, para que a graça, que está alcançando um número cada vez maior de pessoas, faça que transbordem as ações de graças para a glória de Deus.” (2 Cor. 4:15 NVI, veja também João 11:4).
Seu sucesso honra Deus. “Honra ao SENHOR com os teus bens” (Prov. 3:9 ARA). “Riquezas e glória vêm de ti” (1 Crô. 29:12). “É ele o que te dá força para adquirires riquezas” (Deut. 8:18).
Sua mensagem, sua salvação, seu corpo, suas lutas, seu sucesso – todos proclamam a glória de Deus.
“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” (Col. 3:17 ARA)
Ele é a fonte; nós somos o vaso. Ele é a luz; nós somos os espelhos. Ele envia a mensagem; nós a refletimos. Nós descansamos na mochila dele esperando o chamado dele. E quando colocados nas mãos dele nós fazemos o trabalho dele. Não é sobre nós, é tudo sobre ele.
Ao Sr Tweed usar um espelho, houve um salvamento.Que haja milhões a mais quando Deus nos usar.
[1] Dicionário de Navios Americanos de Guerra (Dictionary of American Naval Fighting Ships- Office of the Chief of Naval Operations Naval History Division- Washington) www.ibiblio.org/hyperwar/USN/ships/dafs/DD/dd400.html
Copyright © 2004 Max Lucado.Integrity Publishers, Nashville, Tn.
Prova Viva
Prova Viva - de Max Lucado
- Jenna, acorde, está na hora de ir à escola.
Ela ouvirá essas palavras milhares de vezes na vida. Mas ouviu-as pela primeira vez esta manhã.
Sentei-me na beira de sua cama algum tempo antes de dizê-las. Para falar a verdade, não queria dizê-las. Não queria acordá-la. Uma estranha hesitação pairava sobre mim ao sentar-me ali na escuridão da madrugada. Envolto pelo silêncio, percebi que minhas palavras a despertariam para um novo mundo.
Por quatro anos-relâmpagos ela havia sido nossa, e apenas nossa. E agora tudo isso ia mudar.
Colocamo-la na cama ontem à noite como "nossa menina" - propriedade exclusiva de mamãe e papai. Mamãe e papai liam para ela, ensinavam-na, ouviam-na. Mas a partir de hoje, alguém mais também o faria.
Até hoje, eram mamãe e papai que limpavam as lágrimas e faziam os curativos. Mas a partir de hoje, alguém mais também o faria.
Eu não queria despertá-la.
Até hoje, sua vida era essencialmente nós - mamãe, papai e a irmãzinha caçula Andrea. Hoje essa vida se ampliaria novos amigos, uma professora. Seu mundo era esta casa o quarto, os brinquedos, o balanço. Hoje seu mundo se expandi-ria. Ela adentraria os átrios sinuosos da educação - pintar, ler, calcular. . .crescer.
Eu não queria despertá-la. Não por causa da escola. E uma boa escola. Não porque não desejo que ela aprenda. Deus sabe que desejo que ela cresça, leia, amadureça. Não porque ela não deseje ir. Ela não tem falado noutra coisa além da escola nesta última semana!
Não, não queria acordá-la porque não queria entregá-la.
Mas acordei-a mesmo assim. Interrompi sua infância com a proclamação inevitável:
- Jenna, acorde... está na hora de ir à escola.
Levei a vida toda para me vestir. Denalyn me viu amuado por ali e ouviu-me cantarolando "Sunrise, Sunset" (Aurora, Ocaso) e disse:
- Você nunca agüentará o casamento dela.
Ela tem razão.
Levamo-la à escola em dois carros para que eu pudesse dirigir-me diretamente ao serviço. Convidei Jenna para ir comigo. Achei que ela precisaria de um pouquinho de afirmação paterna. Conforme ficou patente, era eu quem precisava de afirmação.
Para alguém dedicado à arte das palavras, encontrei muito poucas para dizer à minha filha. Disse-lhe que se divertisse. Disse-lhe que obedecesse a professora. Disse-lhe:
- Se se sentir sozinha ou amedrontada, diga à sua professora para me chamar e virei buscá-la.
- Está bom - sorriu ela. Então pediu-me se podia ouvir uma fita de músicas infantis.
- Tudo bem - falei.
Assim, enquanto ela entoava canções, eu me esforçava para não chorar. Observei-a enquanto ela cantava. Parecia crescida. O pescocinho se espichava tão alto quanto podia para olhar por cima do painel. Os olhos estavam famintos e brilhantes. As mãos estavam cruzadas no colo. Os pés, calçando novíssimos tênis rosa e turquesa, mal se estendiam além do assento.
É esta a menininha que carreguei?E esta a criancinha que brincava? Não me lembro de ter ficado mais velho.Quando foi que fiquei assim? Quando ela passou a ser tão linda? Quando passei a ser tão alto? Não era ontem mesmo que eram os pequeninos? Aurora, ocaso; aurora, ocaso; Tão depressa voam os dias. 1
- Denalyn tinha razão - resmunguei comigo mesmo - nunca agüentarei o casamento dela.
Em que ela está pensando? conjeturei. Será que sabe como é alta esta escada da educação que começará a subir agora?
Não, ela não sabia. Mas eu sabia. Quantos quadros-negros esses olhos verão? Quantos livros essas mãos segurarão? Quantos professores esses pés seguirão e - engulo em seco - imitarão?
Se estivesse em meu poder, teria, naquele exato momento, reunido todas as centenas de professores, instrutores, treina-dores e tutores que ela teria durante os próximos dezoito anos e anunciaria:
- Ela não é uma aluna comum. É a minha filha. Cuidado com ela!
Quando estacionei e desliguei o motor, minha menina crescida tornou-se pequenina outra vez. E foi a voz de uma menina muito pequenininha que quebrou o silêncio.
- Paizinho, não quero sair.
Fitei-a. Os olhos que haviam estado a brilhar agora refletiam medo. Os lábios que haviam estado a cantar agora tremiam.
Lutei contra um impulso extraordinário de conceder-lhe o que pedia. Tudo em meu íntimo queria dizer: "Está bem, vamos esquecer tudo isto e dar o fora daqui." Por um momento breve, eterno, considerei seqüestrar as minhas próprias filhas, agarrar a minha esposa e escapar a essas horrendas patas do progresso, e viver para sempre nos Himalaias.
Mas eu sabia que não podia. Sabia que era chegada a hora. Sabia que era certo. E sabia que ela estaria bem. Mas jamais pensei que seria tão duro dizer:
- Benzinha, você ficará bem. Venha, eu a carregarei.
E ela ficou. Um passo para dentro da classe e o gato da curiosidade apoderou-se dela. Eu me afastei. Entreguei-a. Não muito. E não tanto quanto terei de fazer no futuro. Mas entreguei-a tanto quanto pude hoje.
Enquanto eu caminhava de volta ao carro, um versículo apoderou-se de mim. Era uma passagem que eu havia estudado antes. Os acontecimentos de hoje transpuseram-na da teologia branca e preta para a realidade colorida.
"Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como não nos dará também com ele todas as coisas?" (Romanos 8:31,32).
Foi assim que Deus se sentiu? O que eu senti hoje de manhã é de alguma forma parecido com o que o Senhor sentiu quando entregou seu Filho?
Se foi, isso explica muita coisa. Explica a proclamação dos anjos aos pastores nas cercanias de Belém. (Um pai orgulhoso anunciava o nascimento de um filho.)
Explica a voz no batismo de Jesus: "Este é meu filho... " (O Senhor fez o que eu queria fazer mas não pude.)
Explica a transfiguração de Moisés e Elias no alto do monte. (O Senhor os enviou para encorajá-lo.)
E explica como o seu coração deve ter doído quando ouviu a voz entrecortada de seu filho: "Pai, passa de mim este cálice."
Eu estava soltando Jenna dentro de um ambiente seguro com uma professora compassiva e pronta para enxugar quaisquer lágrimas. Mas o Senhor soltou Jesus em uma arena hostil com um soldado cruel que transformou as costas do seu Filho em carne viva.
Eu me despedi de Jenna sabendo que ela faria amizades, riria, desenharia figuras. O Senhor despediu-se de Jesus sabendo que cuspiriam nele, caçoariam dele e o matariam.
Entreguei minha filha plenamente ciente de que se ela precisasse de mim, eu estaria ao seu lado num instante. O Senhor despediu-se de seu Filho plenamente ciente de que quando ele mais precisasse do Pai, quando seu brado de desespero rugisse pelos céus, o Pai ficaria em silêncio. Os anjos, embora em posição de alerta máximo, não receberiam nenhuma ordem sua. Seu Filho, embora em angústia, não sentiria nenhum conforto vindo das mãos do Pai. "Ele deu o melhor que tinha", raciocina Paulo. "Por que duvidaríamos do seu amor?"
Antes que o dia terminasse, sentei-me em silêncio uma segunda vez. Desta vez, porém, não ao lado de minha filha, mas diante do meu Pai. Desta vez, não triste por causa do que eu tinha de dar, mas grato por aquilo que já havia recebido - a prova viva de que Deus se importa.
1. "Sunrise, Sunset" (Jerry Bock, Sheldon Harnick), direitos autorais 1964 - Alley Music Corp. e Trio Music Co. Inc. Todos os direitos reservados.
- Jenna, acorde, está na hora de ir à escola.
Ela ouvirá essas palavras milhares de vezes na vida. Mas ouviu-as pela primeira vez esta manhã.
Sentei-me na beira de sua cama algum tempo antes de dizê-las. Para falar a verdade, não queria dizê-las. Não queria acordá-la. Uma estranha hesitação pairava sobre mim ao sentar-me ali na escuridão da madrugada. Envolto pelo silêncio, percebi que minhas palavras a despertariam para um novo mundo.
Por quatro anos-relâmpagos ela havia sido nossa, e apenas nossa. E agora tudo isso ia mudar.
Colocamo-la na cama ontem à noite como "nossa menina" - propriedade exclusiva de mamãe e papai. Mamãe e papai liam para ela, ensinavam-na, ouviam-na. Mas a partir de hoje, alguém mais também o faria.
Até hoje, eram mamãe e papai que limpavam as lágrimas e faziam os curativos. Mas a partir de hoje, alguém mais também o faria.
Eu não queria despertá-la.
Até hoje, sua vida era essencialmente nós - mamãe, papai e a irmãzinha caçula Andrea. Hoje essa vida se ampliaria novos amigos, uma professora. Seu mundo era esta casa o quarto, os brinquedos, o balanço. Hoje seu mundo se expandi-ria. Ela adentraria os átrios sinuosos da educação - pintar, ler, calcular. . .crescer.
Eu não queria despertá-la. Não por causa da escola. E uma boa escola. Não porque não desejo que ela aprenda. Deus sabe que desejo que ela cresça, leia, amadureça. Não porque ela não deseje ir. Ela não tem falado noutra coisa além da escola nesta última semana!
Não, não queria acordá-la porque não queria entregá-la.
Mas acordei-a mesmo assim. Interrompi sua infância com a proclamação inevitável:
- Jenna, acorde... está na hora de ir à escola.
Levei a vida toda para me vestir. Denalyn me viu amuado por ali e ouviu-me cantarolando "Sunrise, Sunset" (Aurora, Ocaso) e disse:
- Você nunca agüentará o casamento dela.
Ela tem razão.
Levamo-la à escola em dois carros para que eu pudesse dirigir-me diretamente ao serviço. Convidei Jenna para ir comigo. Achei que ela precisaria de um pouquinho de afirmação paterna. Conforme ficou patente, era eu quem precisava de afirmação.
Para alguém dedicado à arte das palavras, encontrei muito poucas para dizer à minha filha. Disse-lhe que se divertisse. Disse-lhe que obedecesse a professora. Disse-lhe:
- Se se sentir sozinha ou amedrontada, diga à sua professora para me chamar e virei buscá-la.
- Está bom - sorriu ela. Então pediu-me se podia ouvir uma fita de músicas infantis.
- Tudo bem - falei.
Assim, enquanto ela entoava canções, eu me esforçava para não chorar. Observei-a enquanto ela cantava. Parecia crescida. O pescocinho se espichava tão alto quanto podia para olhar por cima do painel. Os olhos estavam famintos e brilhantes. As mãos estavam cruzadas no colo. Os pés, calçando novíssimos tênis rosa e turquesa, mal se estendiam além do assento.
É esta a menininha que carreguei?E esta a criancinha que brincava? Não me lembro de ter ficado mais velho.Quando foi que fiquei assim? Quando ela passou a ser tão linda? Quando passei a ser tão alto? Não era ontem mesmo que eram os pequeninos? Aurora, ocaso; aurora, ocaso; Tão depressa voam os dias. 1
- Denalyn tinha razão - resmunguei comigo mesmo - nunca agüentarei o casamento dela.
Em que ela está pensando? conjeturei. Será que sabe como é alta esta escada da educação que começará a subir agora?
Não, ela não sabia. Mas eu sabia. Quantos quadros-negros esses olhos verão? Quantos livros essas mãos segurarão? Quantos professores esses pés seguirão e - engulo em seco - imitarão?
Se estivesse em meu poder, teria, naquele exato momento, reunido todas as centenas de professores, instrutores, treina-dores e tutores que ela teria durante os próximos dezoito anos e anunciaria:
- Ela não é uma aluna comum. É a minha filha. Cuidado com ela!
Quando estacionei e desliguei o motor, minha menina crescida tornou-se pequenina outra vez. E foi a voz de uma menina muito pequenininha que quebrou o silêncio.
- Paizinho, não quero sair.
Fitei-a. Os olhos que haviam estado a brilhar agora refletiam medo. Os lábios que haviam estado a cantar agora tremiam.
Lutei contra um impulso extraordinário de conceder-lhe o que pedia. Tudo em meu íntimo queria dizer: "Está bem, vamos esquecer tudo isto e dar o fora daqui." Por um momento breve, eterno, considerei seqüestrar as minhas próprias filhas, agarrar a minha esposa e escapar a essas horrendas patas do progresso, e viver para sempre nos Himalaias.
Mas eu sabia que não podia. Sabia que era chegada a hora. Sabia que era certo. E sabia que ela estaria bem. Mas jamais pensei que seria tão duro dizer:
- Benzinha, você ficará bem. Venha, eu a carregarei.
E ela ficou. Um passo para dentro da classe e o gato da curiosidade apoderou-se dela. Eu me afastei. Entreguei-a. Não muito. E não tanto quanto terei de fazer no futuro. Mas entreguei-a tanto quanto pude hoje.
Enquanto eu caminhava de volta ao carro, um versículo apoderou-se de mim. Era uma passagem que eu havia estudado antes. Os acontecimentos de hoje transpuseram-na da teologia branca e preta para a realidade colorida.
"Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como não nos dará também com ele todas as coisas?" (Romanos 8:31,32).
Foi assim que Deus se sentiu? O que eu senti hoje de manhã é de alguma forma parecido com o que o Senhor sentiu quando entregou seu Filho?
Se foi, isso explica muita coisa. Explica a proclamação dos anjos aos pastores nas cercanias de Belém. (Um pai orgulhoso anunciava o nascimento de um filho.)
Explica a voz no batismo de Jesus: "Este é meu filho... " (O Senhor fez o que eu queria fazer mas não pude.)
Explica a transfiguração de Moisés e Elias no alto do monte. (O Senhor os enviou para encorajá-lo.)
E explica como o seu coração deve ter doído quando ouviu a voz entrecortada de seu filho: "Pai, passa de mim este cálice."
Eu estava soltando Jenna dentro de um ambiente seguro com uma professora compassiva e pronta para enxugar quaisquer lágrimas. Mas o Senhor soltou Jesus em uma arena hostil com um soldado cruel que transformou as costas do seu Filho em carne viva.
Eu me despedi de Jenna sabendo que ela faria amizades, riria, desenharia figuras. O Senhor despediu-se de Jesus sabendo que cuspiriam nele, caçoariam dele e o matariam.
Entreguei minha filha plenamente ciente de que se ela precisasse de mim, eu estaria ao seu lado num instante. O Senhor despediu-se de seu Filho plenamente ciente de que quando ele mais precisasse do Pai, quando seu brado de desespero rugisse pelos céus, o Pai ficaria em silêncio. Os anjos, embora em posição de alerta máximo, não receberiam nenhuma ordem sua. Seu Filho, embora em angústia, não sentiria nenhum conforto vindo das mãos do Pai. "Ele deu o melhor que tinha", raciocina Paulo. "Por que duvidaríamos do seu amor?"
Antes que o dia terminasse, sentei-me em silêncio uma segunda vez. Desta vez, porém, não ao lado de minha filha, mas diante do meu Pai. Desta vez, não triste por causa do que eu tinha de dar, mas grato por aquilo que já havia recebido - a prova viva de que Deus se importa.
1. "Sunrise, Sunset" (Jerry Bock, Sheldon Harnick), direitos autorais 1964 - Alley Music Corp. e Trio Music Co. Inc. Todos os direitos reservados.
terça-feira, 29 de julho de 2008
::Oração::
Pai Todo-Poderoso,
auxílio e direção no meio de tantos problemas.
Vem e mostra-nos como servir e como ficar ao lado dos que lutam pela justiça social e pelos humanos.
Ó Jesus Cristo, Senhor e Salvador, para viver não mais por nós,
mas por Ti, quer na intimidade de nossos lares,
ilumina nossas mentes e estimula nossos corações com o desejo de por Ti viver.
Dá-nos vontade de amar-Te e servir-Te, amando e servindo aos outros.
Livra-nos da insistência de viver à nossa própria maneira, mas, sim, que Tu nos mostres os Teus propósitos.
Capacita-nos a crescer no conhecimento de Tua Verdade.
Torna-nos portadores da esperança, instrumentos da paz.
Que possamos ser testemunhas daquela unidade que liga o Pai,o Filho e o Espírito Santo num Deus que perdoa e que redime.
Amém, Amém, Senhor Deus, meu Pai.
auxílio e direção no meio de tantos problemas.
Vem e mostra-nos como servir e como ficar ao lado dos que lutam pela justiça social e pelos humanos.
Ó Jesus Cristo, Senhor e Salvador, para viver não mais por nós,
mas por Ti, quer na intimidade de nossos lares,
ilumina nossas mentes e estimula nossos corações com o desejo de por Ti viver.
Dá-nos vontade de amar-Te e servir-Te, amando e servindo aos outros.
Livra-nos da insistência de viver à nossa própria maneira, mas, sim, que Tu nos mostres os Teus propósitos.
Capacita-nos a crescer no conhecimento de Tua Verdade.
Torna-nos portadores da esperança, instrumentos da paz.
Que possamos ser testemunhas daquela unidade que liga o Pai,o Filho e o Espírito Santo num Deus que perdoa e que redime.
Amém, Amém, Senhor Deus, meu Pai.
domingo, 13 de julho de 2008
::Obrigado::
Obrigado pai!!!Obrigado Senhor, por ter me dado a vida;
Obrigado Senhor, por ter chamado o meu nome;
Obrigado Senhor, por ter me provido todo esse tempo;
Obrigado Senhor, por ter me perdoado;
Obrigado Senhor, por sempre me abraçar quando preciso;
Obrigado Senhor, por fazer-se presente em minha vida;
Obrigado Senhor, por ouvir os meus clamores;
Obrigado Senhor, por transformas os meus desejos em tua vontade;
Obrigado Senhor, por limpar o meu coração;
Obrigado Senhor, por me firmar na rocha;
Obrigado Senhor, por negar muitos dos meus anseios;
Obrigado Senhor, por nunca mudar tua Palavra;
Obrigado Senhor, por ser fiel;
Obrigado Senhor, por ser o meu Deus, por ser o meu Pai, por ser a minha Vida.
Obrigado.
:::::::::::::::::::::::Sempre Agradecidos!!!
sábado, 28 de junho de 2008
PG - Herói Oculto
PG - HERÓI OCULTO
O mundo ainda não o conhece
Nem imaginam a história
Que você vai escrever
Pros homens um herói ainda oculto
Mas o tempo irá marcar
Seu nome junto à Deus
Olhe no espelho e veja
Sua imagem reflete o herói que Deus escolheu
Não despreze, obedeça o chamado
O profeta desta geração é você
O espírito do Senhor Deus está sobre mim
Porque o senhor me ungiu para pregar
As boas novas aos quebrantados
Enviou-me a curar os quebrantados de coração
A proclamar libertação aos cativos
E a por em liberdade os algemados
Em lugar de vossa vergonha
Tereis dupla honra
Em lugar da afronta
Exultareis na vossa herança
E tereis perpétua alegria
---------------------------------------------
Pode ser que o mundo ainda não reconheça todo o valor que você tem,
mas muito antes de você nascer Deus já tinha planos de te fazer muito mais que vencedor.
Trilhando o caminho que Ele preparou para os seus pés,
tenha certeza que a viagem será próspera,
não haverá cansaço, e a chegada será sempre logo além (!!),
porque onde você pisar ainda será pouco para que o Senhor te mostre tudo o que tem te dado.
terça-feira, 10 de junho de 2008
PG - Que sejas meu Universo (Eu sou livre)
Que sejas meu universo
Não quero dar-te só um pouco do meu tempo
Não quero dar-te um dia apenas da semana
Que sejas meu universo
Não quero dar-te as palavras como gotas
Quero que saia um dilúvio de bençãos da minha boca
Que sejas meu universo
Que sejas tudo o que sinto e o que penso
Que de manhã seja o primeiro pensamento
E a luz em minha janela
Que sejas meu universo
Que enchas cada um dos meus pensamentos
Que a tua presença e o teu poder sejam alimento
Jesus este é o meu desejo
Que sejas meu universo
Não quero dar-te só uma parte dos meus anos
Te quero dono do meu tempo e dos meus planos
Que sejas meu universo
Não quero a minha vontade
Quero agradar-te
E cada sonho que há em mim quero entregar-te
--------------------------------------------------------------------------------------------
--------------------------------------------------------------------------------------------
Porque o verdadeiro adorador sabe que Jesus está acima de todas as coisas, em todos os momentos, em todos os lugares...
mas o quer principalmente -em tempo integral!, em seu coraçao!
--------------------------------------------------------------------------------------------
--------------------------------------------------------------------------------------------
Não quero dar-te só um pouco do meu tempo
Não quero dar-te um dia apenas da semana
Que sejas meu universo
Não quero dar-te as palavras como gotas
Quero que saia um dilúvio de bençãos da minha boca
Que sejas meu universo
Que sejas tudo o que sinto e o que penso
Que de manhã seja o primeiro pensamento
E a luz em minha janela
Que sejas meu universo
Que enchas cada um dos meus pensamentos
Que a tua presença e o teu poder sejam alimento
Jesus este é o meu desejo
Que sejas meu universo
Não quero dar-te só uma parte dos meus anos
Te quero dono do meu tempo e dos meus planos
Que sejas meu universo
Não quero a minha vontade
Quero agradar-te
E cada sonho que há em mim quero entregar-te
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Porque o verdadeiro adorador sabe que Jesus está acima de todas as coisas, em todos os momentos, em todos os lugares...
mas o quer principalmente -em tempo integral!, em seu coraçao!
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domingo, 8 de junho de 2008
Te peço Pai
Te peço Senhor:
"Que eu me permita olhar, escutar e sonhar mais. Falar menos. Chorar menos. Ver nos olhos de quem me vê a admiração que eles me têm e não a inveja que penso que têm. Permitir sempre escutar aquilo que eu não tenho me permitido escutar.
Saber realizar os sonhos que nascem em mim e por mim e comigo morrem por eu não os conhecer.
Então, que eu possa viver os sonhos possíveis e os impossíveis; Aqueles que morrem e ressuscitam:
A cada novo fruto,
A cada nova flor,
A cada novo calor,
A cada nova geada,
A cada novo dia.
Que eu possa sonhar o ar, Sonhar o mar, Sonhar o amar, Sonhar o amalgamar.
Que eu possa substituir minhas palavras pelo toque, pelo sentir, pelo compreender, pelo segredo das coisas mais raras, pela oração mental (aquela que a alma cria e que só Deus ouve e responde).
Que eu saiba reproduzir na alma a imagem que entra pelos meus olhos fazendo-me parte suprema da natureza, criando-me e recriando-me a cada instante.
Que eu possa chorar menos de tristeza e mais de contentamentos.
Que meu choro não seja em vão, que em vão não sejam minhas dúvidas.
Que eu saiba perder meus caminhos, mas saiba recuperar meus destinos com dignidade.
Que eu não tenha medo de nada, principalmente de mim mesmo: que eu não tenha medo de meus medos.
Que eu adormeça toda vez que for derramar lágrimas inúteis e desperte com o coração cheio de esperanças.
Que eu faça de mim um homem sereno dentro de minha própria turbulência, sábio dentro de meus limites pequenos e inexatos, humilde diante de minhas grandezas tolas e ingênuas (que eu me mostre o quanto são pequenas minhas grandezas e o quanto é valiosa minha pequenez).
Que eu me permita ser mãe, ser pai, e, se for preciso, ser órfão.
Permita-me ensinar o pouco que sei e aprender o muito que não sei, traduzir o que os mestres ensinaram e compreender a alegria com que os simples traduzem suas experiências;
respeitar incondicionalmente o ser;
o ser por si só, por mais nada que possa ter além de sua essência, auxiliar a solidão de quem chegou, render-me ao motivo de quem partiu e aceitar a saudade de quem ficou.
Que eu possa amar e ser amado.
Que eu possa amar mesmo sem ser amado, fazer gentilezas quando recebo carinhos;
fazer carinhos mesmo quando não recebo gentilezas.
E... que eu jamais fique só, mesmo quando eu me queira só."
Texto adaptado de : Oração a si mesmo (Oswaldo Antônio Begiato)
Deus é Perfeito!

Só não sente, não vê, quem não quer.
Um professor ateu desafiou seus alunos com a seguinte pergunta:
- Deus fez tudo que existe?
Um estudante respondeu corajosamente:
- Sim, fez!
- Mas, Deus fez tudo mesmo?
- SIM, professor - respondeu o jovem.
O professor replicou:
- Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mal.
O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado uma vez mais que a Fé era um mito.
Outro estudante levantou sua mão e disse:
- Posso lhe fazer uma pergunta, professor?
- Sem dúvida, respondeu-lhe o professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
- Professor, o frio existe?
- Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?
O rapaz respondeu:
- Na verdade, professor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor. E a escuridão, existe? continuou o estudante
.O professor respondeu:
- Mas é claro que sim.
O estudante respondeu:
- Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas varias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca. Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço? Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.
Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor:
- Diga, professor, o mal existe?
Ele respondeu:
- Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.
Então o estudante respondeu:
- O mal não existe, professor, ou ao menos não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a Fé ou o Amor, que existem como existe a Luz e o Calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz.
Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado…
Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome?E ele respondeu:ALBERT EINSTEIN.
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Realmente, só não vê quem não quer.
Deus está nas estrelas, nas flores, nos sorrisos, no "bom dia", no aperto de mão...
Não há como negá-lo. Não há como não amá-lo.
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