Às vezes somos ingratos: Esquecemos de onde saímos, de onde Deus nos tirou.
Quando lavamos nossos pés sujos do lamaçal onde nos achávamos e descansamos sobre a Rocha, temos a tendência de ignorar a Água que nos purificou.
Saímos da Rocha de volta a luta cotidiana, esquecendo de que o solo é arenoso e de que nossa casa pode desabar. Não nos lembramos mais de que havia uma mão nos levantando sobre as pedras, limpando o caminho, separando os galhos de árvores para que passássemos.
Estas mãos são esquecidas assim que as feridas parecem saradas, as cicatrizes não doem mais...
É impressionante como Deus, o Senhor de Amor, é lembrado nos momentos de dor. A natureza humana é cega e corrompe o propósito de Deus para as nossas vidas.
Se somos filhos do Homem, que nos promete bençãos sem medidas, porquê não aceitamos recebê-las? Assim que podemos nos levantar, seguimos adiante com a certeza de que podemos caminhar sozinhos por nossos caminhos. Tornamos Deus um "Deus de auto-ajuda", limitado e conveniente a nossos propósitos.
Só que Deus não é somente Consolador. Ele é O El-Shadai, O Grande e Soberano, O Alpha e Ômega, O Início e Fim, A Luz e O Amor, O Criador e Consolador, O Bom Pastor, O Eterno, O Santo. Deus não cabe em nossas caixas. Ele não cabe em nossas mentes. E não aceita que seus poderes sejam ceifados a gosto humano.
Temos que voltar ao plano original do Pai. Fomos criados para adorá-lo como Ele é. Não podemos criar um deus próprio, segundo as nossas vontades. Deus não se cria, Deus não se transforma.
Voltemos a nossa face para o seu caminho, por mais estreito que venha a ser, pois o mesmo já nos alertou:
Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.
Isaías 55.6
Olhar para trás é uma atitude de saudosismo que pode nos levar ao pecado e a escravidão. Pode ser que então, de tão calejadas e feridas pelo peso que teve de carregar, as mãos que outrora quebraram correntes e grilhões, agora estejam fechadas.
-Institucional-

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